Continuação da coluna “Gestor de Vendas”, Jornais Monitor Mercantil

e Monitor São Paulo de 17 de janeiro de 2008.

 

 

ENCARGOS COM SALÁRIO BRASILEIRO SÃO OS FATORES QUE MAIS PESAM NO PREÇO FINAL DE PRODUTOS

 

Ao analisar os custos com matéria-prima, energia e salários, o industrial brasileiro não tem dúvidas: o pagamento da mão-de-obra é o que mais pesa no preço final dos produtos. Este é o resultados de uma pesquisa mundial realizada pela consultoria Grant Thorton International, representada no Brasil pela Terco Grant Thornton. A pesquisa tinha por objetivo checar se há incompatibilidade entre o rápido crescimento da economia global e a sustentabilidade, tendo em vista as discussões sobre o acelerado crescimento global e, também, os principais problemas enfrentados pela indústria de transformação.

O estudo chamado IBR - Grant Thornton International Business Record - ouviu 7.200 empresas de 32 países, incluindo o Brasil (foram ouvidos 150 empresários brasileiros, sendo 100 de São Paulo, 25 de Salvador e 25 do Rio de Janeiro). No geral, a pesquisa diz que os custos com a matéria-prima e com energia causam os maiores impactos nos preços dos produtos, respectivamente 63% e 45% das respostas. No Brasil, no entanto, o maior impacto, dizem os industriais, são os encargos com os salários.

No Brasil, de acordo com o IBR, o fator de maior impacto nos preços é o custo com funcionários, citado por 49% dos entrevistados - número inferior ao de países como Argentina (73%) e Turquia (71%), mas superior à dos Estados Unidos (31%) e Alemanha (33%), entre outros. "Não estamos em primeiro lugar entre os países, mas a percepção das empresas no Brasil é de que o custo da empregabilidade é um fator de grande impacto", explica Wanderlei Costa Ferreira, sócio da Terco Grant Thornton. "Dependendo da métrica utilizada, os gastos com encargos representam de 60% a 100% dos salários."

O custo com a matéria-prima, citado por 63% das indústrias de todo o mundo como uma ameaça aos preços dos produtos industrializados, foi lembrada por 42% dos brasileiros.

Já o número de respostas dos brasileiros para o valor pago pela energia é um dos mais baixos da pesquisa - apenas 23%. Fica acima apenas da Austrália, onde a energia foi lembrada por 18%. Vale lembrar que os dois países são auto-suficientes em energia. Na outra ponta, Filipinas (68%), Botswana (65%) e Alemanha (58%). De acordo com a Grant Thorton International, os negócios dos dois grupos são parecidos, pois os países têm uma mistura de serviços e indústria, o que sugere que são fatores locais que fazem com que a energia cause maior ou menor impacto nos preços finais.

Para diminuir os custos com energia e, ao mesmo tempo contribuir para diminuir o aquecimento global, empresas de todo o mundo estão tentando mudar seus hábitos. A pesquisa da Grant Thorton International mostra que 58% das indústrias estão tentando usar menos eletricidade. Até agora, 59% das empresas já conseguiram reduzir o consumo.

Um dos métodos usados por 60% das indústrias entrevistadas para economizar energia é o desligamento automático de máquinas, computadores e equipamentos elétricos em geral quando eles não estão sendo usados. Já 20% das indústrias estão procurando fontes de energia alternativas. Outras medidas citadas são detectores de movimento - assim não é necessário acender todas as lâmpadas - e investimentos em plantas e em maquinários que usem menos energia.

Apesar de o Brasil não citar custos com energia como o principal problema, é o país que mais tem investido em equipamentos para economizar. Enquanto 44% dos pesquisados globais estão preocupados em fazer essa economia, 66% dos brasileiros garantem estar investindo em equipamentos para reduzir gastos com energia.

No ranking que mostra como os países estão se preparando para um futuro aumento de preços por causa dos gastos com energia, o Brasil é o segundo colocado mostrando que o empresariado está realmente empenhado em reduzir o uso de energia. Dos quatro primeiros colocados, três são asiáticos: Filipinas, que é a primeira colocada, China e Malásia. Entre os países europeus, a Alemanha é a melhor colocada, em quinto lugar.



Escrito por Diego Maia às 17h37
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